Wikipedia

Resultados da pesquisa

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Reflexão

Uma criança, com voz tímida, pergunta ao pai quando este regressou do trabalho:
- Pai quanto é que tu ganhas por hora?
O pai, num gesto severo, respondeu:
- Escuta, meu filho, isso nem a tua mãe sabe, não me aborreças mais que estou cansado.
Mas o filho insistiu:
- Mas pai, por favor, diz quanto ganhas por hora?
A reacção do pai foi menos severa e respondeu:
- Seis euros por hora.
-Então, pai, poderias emprestar-me dois euros?
O pai. irritado, respondeu:
-Então essa é a razão de queres saber quanto ganho? Vai dormir e não me aborreças mais!

Já era noite quando o pai começou a pensar no que tinha acontecido e sentiu-se culpado. Talvez, quem sabe, o filho necessitasse de comprar algo.
Entrou no quarto da criança e perguntou-lhe:
- Meu filho, já estas a dormir?
- Não, pai.
- Olha, está aqui o dinheiro que pediste: dois euros.
- Muito obrigado pai.
Levantou-se, foi buscar quatro euros de uma caixinha que estava junto à cama e disse ao pai:
- Agora já tenho seis euros. Podias vender-me uma hora do teu tempo?

domingo, 22 de abril de 2012

O destaque

30 anos, 30 minutos e a Kur.va Pinto da Costa
Melhor homenagem não podia ser ....
Hilariante

sexta-feira, 30 de março de 2012

Re ... Re ... Repost ou Copy/Paste

«O país perdeu a inteligência e a consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os
caracteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido.
Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita.
Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.
O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado
como um inimigo.
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte: o país está perdido!»


Escrito em 1871, por Eça de Queirós, no primeiro número d'As Farpas.